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  • Elisabete Castelon

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é frequente, acometendo até 1% das pessoas com mais de 60 anos, podendo, porém, atingir todas as idades, inclusive crianças.

Nem todo aquele que treme tem a doença de Parkinson. E nem todo aquele com a doença de Parkinson treme. Além disso, a doença que leva o nome do médico inglês-James Parkinson-que a descreveu em 1817 como “paralisia agitante” não é apenas uma doença motora, mas sim uma alteração neurodegenerativa de várias partes do sistema nervoso, que causa mudanças de humor, de sono, de percepção olfativa e de dor, de cognição e até mesmo da função intestinal.



De fato, o que mais chama a atenção é a combinação da lentificação dos movimentos, com a rigidez dos músculos e o tremor. A pessoa comumente anda a passos miúdos, com o corpo curvado para a frente, perde o equilíbrio com facilidade, tem o rosto inexpressivo (pela rigidez da musculatura facial), a voz enfraquecida e de difícil compreensão e treme partes do corpo, principalmente quando em repouso, ou durante o andar. Entretanto, a apresentação da doença é extremamente variável, havendo quadros muito debilitantes e outros relativamente benignos, com poucos sintomas.

A tendência é a piora progressiva, mas aqui também a variação é grande. Há pacientes que vivem bem com a doença por décadas, enquanto outros ficam incapacitados dentro de alguns anos.

A doença pode ser confundida com o tremor essencial, que é uma condição geralmente benigna, muitas vezes familiar, caracterizada por tremor durante os movimentos e que tem tratamento totalmente diverso. Além disso, há casos de parkinsonismo secundário a lesões cerebrais causadas por AVC, encefalite, trauma, etc., ou também associado a medicamentos (alguns daqueles usados para “labirintite”, ou para problemas psiquiátricos). Também há casos de parkinsonismo causado por doenças degenerativas raras, como a doença de Wilson, a atrofia de múltiplos sistemas, a paralisia supranuclear progressiva, a degeneração corticobasalganglionar, dentre outras. Por isso, o paciente necessita de avaliação minuciosa e acompanhamento com um neurologista.

Após o diagnóstico, o tratamento inclui os medicamentos que controlam os sintomas, mas não protegem o cérebro contra o processo neurodegenerativo, não influenciando assim a evolução da doença. Além disso, a grande preocupação do médico deve ser garantir a qualidade de vida do paciente, o que envolve a abordagem da situação psicológica, do sono, das dores, da independência, da autoimagem, da vida social, da sexualidade e de tudo aquilo que determina a nossa satisfação e o prazer de viver, o que faz a vida valer a pena, ou não.

Atividade física regular é fundamental e deve ser voltada para os problemas específicos da doença de Parkinson, como melhora do equilíbrio, do andar, da postura, do padrão respiratório e alongamento-especialmente dos músculos extensores. A dança é uma atividade excelente, pois treina todos esses elementos de forma prazerosa. Além disso, a música fornece o ritmo que dita o compasso do movimento, facilitando a sua execução. De fato, para o parkinsoniano, dançar e cantar pode ser mais fácil que andar e falar. Por isso, o canto também é excelente para a melhora da respiração, da voz e da fala.

A pessoa com a doença de Parkinson enfrenta muitos desafios, sua vida é uma luta cotidiana e contínua, mas que, ainda assim, pode ser feliz e plena. O segredo é enfrentar os sentimentos negativos de autopiedade e desesperança, não ficar isolado e encontrar novos propósitos, pois o mais importante não é o corpo, é a mente.

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