O que trata a Psiquiatria?

A Psiquiatria trata as doenças que se associam a alterações no comportamento, na percepção do mundo, nas emoções e no processamento de informações.

 

O psiquiatra conversa com o paciente e tenta compreender a causa do seu sofrimento emocional. Muitas vezes a medicação é uma boa opção, porque seu efeito rápido é imprescindível. A doença psíquica não deve ser subestimada. Ela pode levar à incapacitação e à morte. Relações familiares e sociais podem ser destruídas, a posição no trabalho perdida. O eixo cuidadosamente construído ao longo de uma vida pode se desfazer, deixando o paciente isolado e perdido. Assim, situações de medo, angústia, desespero, confusão, agressividade são muito perturbadoras, traumatizantes e perigosas para o paciente e sua família e precisam ser interrompidas, ou ao menos amenizadas o quanto antes.

 

Por outro lado, o relacionamento de confiança e até mesmo de carinho entre médico e paciente é fundamental, assim como medidas psicossociais que incluem orientação do paciente e dos familiares, ajuda na compreensão da doença psíquica, no enfrentamento dos seus sintomas, no processo de autoaceitação, na inserção no mercado de trabalho, na obtenção dos direitos sociais, etc.

 

Seguem abaixo alguns exemplos de transtornos psiquiátricos.

  • Depressão

    É, de fato, uma doença séria e grave. Não se trata de simples tristeza, mas envolve uma gama variada de experiências, alterações físicas e comportamentos, como baixa autoestima, desesperança, perda de prazer, perda de energia, insônia, ou sonolência excessiva, dores no corpo, dificuldade de memória, concentração e planejamento, isolamento das outras pessoas, irritabilidade, pensamentos de morte, até tentativa de suicídio.

  • Ansiedade

    Trata-se de um desconforto físico e psíquico, uma sensação de ameaça e apreensão, como se houvesse algo de ruim, ou perigoso para acontecer. A pessoa pode ter dificuldade em relaxar e em se concentrar, insônia, dores no corpo, suor frio nas mãos, falta de ar, mal estar no abdome, etc. Muitas vezes a ansiedade e a depressão caminham juntas.

  • Transtorno do pânico

    São ataques inesperados de grande mal estar com medo, falta de ar, batedeira, sensação de morte, etc. Os ataques são tão horríveis que a pessoa fica traumatizada e deixa de fazer muitas coisas por medo de vir a sofrer outro. Com frequência, o transtorno do pânico aparece em pessoas que estão passando por situações estressantes, ou que estão deprimidas.

  • Transtorno Bipolar

    É uma disfunção cerebral que causa períodos de euforia e agitação, chamados de mania e períodos de depressão. Nas fases de mania ocorrem insônia, excesso de pensamentos, excesso de atividades e comportamento impulsivo. Aqui a pessoa pode se prejudicar muito por ter a sua capacidade de julgamento reduzida e acabar se envolvendo em brigas, maus negócios, sexo desprotegido, etc. Nas fases de depressão, o sofrimento é muito intenso, com retraimento, perda de energia, desespero e risco de suicídio. Há também formas mais amenas do transtorno bipolar, nas quais as fases têm sintomas menos intensos.

  • Transtorno do Estresse Pós-Traumático

    Pessoas que passaram por situações extremas, como assalto, estupro, sequestro, acidente, guerra, etc. podem desenvolver sintomas de depressão, desesperança, retraimento e isolamento, associados a medo, insônia, pesadelos e recordações involuntárias da situação traumática. Muitas não conseguem mais retomar seus papéis na família e no trabalho.

  • Autismo/síndrome de Asperger

    É um transtorno biológico do cérebro de causa não esclarecida que leva à dificuldade de socialização e de comunicação, acompanhada de interesses restritos e repetitivos, apego à rotina, dificuldade em lidar com mudanças, dificuldade de linguagem, dentre outras alterações. Há vários graus de severidade no transtorno do espectro do autismo, indo desde a síndrome de Asperger (onde a cognição e a linguagem estão preservadas) até casos com déficit intelectual, ausência de comunicação verbal, prejuízo motor, etc.

  • Esquizofrenia

    É uma doença que prejudica a percepção da realidade, havendo muitas formas de apresentação. Por exemplo, a pessoa pode acreditar em coisas irreais, como em estar sendo perseguida, ou ser uma encarnação divina. Também pode ouvir vozes que lhe ordenam atos, ou comentam o que ela faz. O pensamento fica confuso e entrecortado, as ideias perdem a conexão lógica entre si. O comportamento pode se tornar estranho, com risos ou choros inadequados, vestimentas não usuais, etc.

  • Transtorno obsessivo- compulsivo

    Aqui a pessoa tem obsessões e compulsões. As obsessões  são pensamentos que invadem a consciência, ficam se repetindo e causam muita ansiedade, como por exemplo, a dúvida de ter ou não falado a verdade, ou de ter ou não limpado todos os cantos da casa. Já as compulsões são atos que precisam ser executados, como lavar as mãos, contar os azulejos da parede, não pisar nas pedras da calçada de determinada cor, enfileirar objetos, etc

  • Uso e dependência de substâncias (álcool, maconha, cocaína, crack, LSD, cigarro, outros)

    É importante que o psiquiatra entenda não apenas a quantidade e a frequência com que uma ou outra substância esteja sendo consumida, mas também procure desvendar as causas desse comportamento, ou seja, o porquê de a pessoa estar recorrendo à droga. Frequentemente os usuários têm depressão, transtorno bipolar, consequências de experiências traumáticas na infância, etc.

  • Comportamento suicida

    Merece sempre muita atenção e cuidado. Mesmo que aparentemente a pessoa esteja apenas querendo chamar a atenção, o risco de suicídio consumado existe e medidas urgentes precisam ser tomadas. É importante lembrar que a maioria daqueles que morrem por suicídio, já tiveram outras tentativas no passado.

  • Comportamento de autoinjúria

    Infelizmente um comportamento comum em adolescentes que precisa ser acompanhado e tratado. Embora a intenção de quem se fura, se corta, ou se arranha não seja a de morrer, a autoinjúria revela problemas sérios de autoestima, autocontrole emocional, capacidade de lidar com frustrações, capacidade de expressar seus sentimentos, etc.

  • TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade)

    É uma alteração no funcionamento do cérebro que faz com que a pessoa seja inquieta, agitada, impaciente, impulsiva e tenha dificuldades em se concentrar e se organizar. Embora mais estudado em crianças, sabe-se hoje que o TDAH é bastante frequente em adultos também. As consequências podem ser mau desempenho na escola, no trabalho e conflitos nos relacionamentos.

  • Baixo desempenho na escola

    São muitas as razões que levam uma criança/adolescente a não se sair bem na escola. A investigação precisa ser detalhada e incluir informações dos pais, dos professores, terapeutas e observação da criança. O TDAH, como dito acima, pode levar a prejuízo no aprendizado. Em casos de dislexia, a criança tem muita dificuldade em ler e escrever. Já na discalculia, a dificuldade está nas operações aritméticas. Crianças deprimidas, ansiosas, vítimas de maus tratos, de abuso, ou de bullying também podem mostrar baixo desempenho, assim como aquelas que dormem mal, que não têm uma rotina estruturada, ou que não receberam o apoio pedagógico necessário. Nem sempre é falta de vontade, ou interesse. É preciso cuidado com explicações simplistas.

  • Insônia e transtornos do sono

    As causas de uma noite mal dormida incluem a depressão, a ansiedade, efeitos colaterais de medicação, apneia obstrutiva do sono, obesidade mórbida, alterações hormonais, doenças neurodegenerativas (como doença de Parkinson e doença de Alzheimer), etc.

  • Perda de memória, demência e transtornos cognitivos

    Que se manifestam com esquecimento, dificuldade de memória, concentração e planejamento. Pode se tratar de doença de Alzheimer, demência vascular, encefalite pelo vírus HIV, disfunção causada por alcoolismo, disfunção associada à doença de Parkinson, deficiência de vitamina (como B1 e B12), alteração da tireóide, etc., mas muitas vezes é um sintoma da depressão.

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